A Paróquia

Catedral

Foi a Capela Curada de Carri, Carahy ou Icarahy, que deu origem à atual Paróquia de São João Batista, em Niterói. Esta Capela foi fundada em 1660 na ermida levantada em honra de S. João Batista “no morro próximo ao Campo da Fazenda do Mosteiro de S. Bento, cujo lugar denominado da Pedra de Carri” (Mons. Pizarro, vol. 3, pág. 155). Ficava, segundo vários indícios, no atual Morro de Santa Tereza. Transferiu-se depois para a Ermida de N.S. das Necessidades para o local da atual igreja de N. S. do Rosário. Mais tarde esta capela foi ampliada de uma capela-mór, para aí se colocar a imagem de São João Batista.

No ano de 1744, ficou concluída a obra, sendo então transferida para lá a imagem do Santo Padroeiro e a pia batismal no dia 28 de dezembro. A paróquia havia sido criada por Alvará de 18 de janeiro de 1696, tendo como seu primeiro Vigário Colado o Padre Miguel Luís Freire que dela tomou posse no ano seguinte. Por ter desabado o côro da Capela, a paróquia foi transferida para a Igreja de N. S. da Conceição, lugar mais central. Com a criação da Vila Real da Praia Grande a 1º de maio de 1819, projetou-se construir uma nova Matriz. Foi Manoel Rodrigues Carvalho, conhecido por “Manoel Arqueiro” quem conseguiu que o Brigadeiro Manoel Alves da Fonseca Costa e sua mulher fizessem a doação do terreno, o que verificou a 29 de março de 1821. Recebeu esta doação a Irmandade de São João Batista, já existente desde 1742. Em 1831, sendo Vigário o Padre Tomaz de Aquino, foi benzido o novo templo, para o qual se fez a transladação do Santíssimo Sacramento e das imagens que se encontravam na igreja de N.S. da Conceição.

A construção da atual igreja iniciou-se a 2 de março de 1842, por iniciativa do Marquês do Paraná, Presidente da Província, que solicitou recursos à Assembléia Legislativa. As obras ficaram paralisadas durante oito anos e somente em 1854 pode ser utilizada. Em 23 de junho desse ano transladou-se a imagem do Padroeiro da velha Matriz para a nova, ato muito concorrido que contou com a presença do Imperador e da Imperatriz. A anterior, colocada no atual Jardim Pinto Lima, foi posta a baixo. O projeto da construção é do engenheiro Rivière. Até hoje conserva o seu aspecto primitivo. Foi elevada à dignidade de Catedral por Decreto de 25 de fevereiro de 1908.

Em 1929, foi decorada internamente pelo artista italiano Colossi, orçamento a despesa em 120 contos de reis. A eletricidade foi inaugurada em 1911. O atual altar-mór foi inaugurado a 26 de julho de 1942 por Dom José Pereira Alves. Foi consagrada no mesmo ano. O seu órgão foi inaugurado solenemente a 22 de junho de 1947, com a presença das Autoridades e muito povo. A Capela do Santíssimo Sacramento foi totalmente remodelada sob a orientação do salesiano Padre Paulo Consolini. Finalmente, a última grande reforma, sob a orientação do Padre Wallace Dahan, deu-se em várias etapas: (1) em 2008 a reforma da Sacristia, (2) em 2010 a reforma do Presbitério, (3) em 2012 a reforma da nave central, Capela do Santíssimo Sacramento e anexo contendo a cripta mortuária.

  • No ano de 1925, um grupo de devotos de São Jorge, pediu a celebração de uma missa no dia 23 de cada mês na Catedral e permissão para promover homenagem ao santo em 23 de abril. Começou assim, a devoção ao padroeiro da Inglaterra, venerado no Brasil por milhares de fiéis. Em fevereiro de 1926, alguns devotos reunidos resolveram fundar a Devoção de São Jorge. No dia primeiro de março de 1926, em reunião realizada na Rua General Andrade Neves, nº 19, era eleita a primeira diretoria da Devoção, que teve como provedor, Sr. Custodio José Barbosa. Foi adquirido então um terreno na Rua da Floresta, hoje Dr. Alcides Figueiredo e no dia 06 de janeiro de 1929, foi lançada a pedra fundamental, com a presença de Dom José Pereira Alves. Parcialmente concluída em 23/04/1930, tendo seus estatutos aprovados em 09/07/1943, sendo oficialmente inaugurada em 23/04/1938.
  • Foi iniciada a construção da capela em 1663, pelo generoso devoto Affonso Corrêa de Pina, com esmolas da população, num sítio oferecido pelos herdeiros de Martim Afonso de Souza o braco "ARARIBÓIA". Em 17 de agosto de 1671, na pequena ermida de São Domingos foi lavrada a escritura da igreja de Nossa Senhora da Conceição de Niterói pelo tabelião Manoel Cardoso Leitão. A partir desta data, formou-se a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que administra o seu patrimônio, até os dias de hoje. Em 1770, a pequena ermida foi derrubada e construída uma nova igreja. No século XIX, os festejos em honra à Nossa Senhora da Conceição já eram os mais concorridos, com a presença do presidente da província, membros da corte que atravessavam a baía da Guanabara em vapores, a Guarda Nacional que em forma de parada acompanhava a procissão, além de um grande número de devotos que vinham das freguesias de Jurujuba, São Gonçalo, São Lourenço e Itaipu. Em 1850, por provisão do Bispo do Rio de Janeiro, D. Manoel do Monte Rodrigues de Araújo (Conde de Irajá), a Irmandade foi elevada a dignidade de Confraria de Nossa Senhora da Conceição da Imperial Cidade de Nictheroy, com direito a uso de hábito. De 1839 a 1854, a Igreja da Conceição foi sede e matriz da cidade, guardando em seu Altar a imagem de São João Batista, padroeiro de Niterói, que foi levado em solene procissão no dia da inauguração da nova Catedral. Com a elevação do Bispado de Niterói à Arcebispado, nossa Irmandade foi elevada à dignidade de Arquiconfraria de Nossa Senhora da Conceição de Niterói em 24 de janeiro de 1964, por decreto assinado por D. Antonio de Almeida Morais Junior. Todos os anos as festividades em honra a Nossa Senhora da Conceição no dia 8 de dezembro, revestem-se de grande gala, pois comemoramos mais de três séculos de existência.